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BLScanlations
Oi pessoal, sou eu a Mako:




E acho que hoje, diferente do meu clima saltitante de sempre, vou fazer uma resenha mais séria, mesmo que mais confusa. Apenas para dar a merecida estréia da máfia.
Então vamos explicar os fatores que levaram a escolha do mangá de hoje, e depois vamos falar dele:



No começo de tudo isso, da máfia e tals eu queria fazer de 10 dance, mas dps de ler umas coisas em inglês eu fiquei decepcionada com o Uke. Depois eu passei a 12 Zodiac boys, mas também não me animava.
Ai eu fiquei tipo:




"Senhor me abençoa, pq o dia ta chegando e eu não posso adiar a máfia dnv..."
Ai eu pensei, pensei, pensei e decidi que não tinha nada no BL que me chamasse atenção agora pra falar nessa resenha, então decidi voltar ao meu passado e buscar a única coisa que resumia meus sentimentos agora com tudo que está rolando na minha vida.
Cut...




Ai vocês devem estar perguntando, "Mas Mako linda, pq Cut, pq esses traços, pq vc não trouxe algo melhor do BL?"
E bem meus pintarrolhos, eu acho que assim como na minha vida eu precisava começar a quebrar minhas barreiras e as dos outros aos poucos.
Sabe, sendo sincera, Cut foi um mangá que eu li quando estava no começo da minha vida fujoshi, na época que eu não entendia nada de traços e que tipo tinha pinto, lemon e casal gay estava valendo... Aquele típico começo de toda fujoshi...
Assumo, se fosse hoje em dia, eu passaria a três mil km desse mangá, e nem todas as maiores promessas me fariam ir até ele, mas graças ao bom deus do yaoi eu encontrei ele antes kkkkkkkkk
Eu não vou falar da história agora, porque me conhecendo isso seria o mesmo que atacar spoiler, e como meu post prometeu "isso só rola dps da imagem da mina do spoiler", então vamos tentar comentar por cima tudo, só para aqueles que não curtem saber demais.





Se fosse para expressar cut em uma palavra, seria "intenso", pois mesmo que os traços da Kawai Touko sejam "ruins", para os padrões de leitura que eu tenho atualmente, acho que ela acertou no que se diz respeito a construção da história, pois mesmo com alguns clichês básicos que todos nós já conhecemos de carteirinha (Uke masoquista por causa do passado sombrio, seme misterioso, ceninha drama e etc), não fica algo massante. Ao menos não pra mim...




O encaixe das vidas deles, da automutilação que o uke pratica contra si, dos dramas pessoais do seme, sabe de junto, deixa as coisas mais e mais intensas. Acho que a mangaka quando fez esse mangá, diferente de muitos que atualmente "lidam com problemas psicológicos" (coisa que eu entendo, porque tive depressão e faço terapia a anos), e que no final das contas não passa de uma desculpa para que o uke dê das mais variadas formas e "esqueça" dos seus problemas, acho que Cut conseguiu casar ambas as coisas. Conseguiu um equilíbrio.
A relação deles começou como uma forma de ambos não pensarem em seus fantasmas, como uma curiosidade do uke no "cara virgem" e como uma tentativa do seme de deixar aquele cara pervertido se aproximar dele, pq todos tinham medo do "esquisitão que sempre vivia de camisa e evitava a ED Fisica". Mas com o tempo, foi como uma expressão que li em um mangá a muitos anos "dois cães lambendo suas feridas", eles criaram um sentimento profundo, pq pela primeira vez em muitos anos, tinham uma pessoa a quem podiam amar sem medo de ser traídos, ou qualquer coisa do tipo. Eles podiam amar alguém que os compreendia por completo, pq esse ser passava por algo semelhante.
E...




Não vou falar mais nada até a Spoiler zone, me aturem u.u




Senhoras e senhores, toda aquela Mako contida foi pra pqp pq agora DPS DA SPOILER ZONE, A FESTA É NOSSA!




Mako e suas piadas bosta, a revolta dos que não foram)
Vamos começar a vida boa, com a sinopse desse mangá: Sakaguchi está numa relação abusiva com seu padrasto, mas ele gosta da dor porque ajuda a esconder memórias ainda mais sombrias de seu passado. Então ele encontra outro estudante que também tem um passado perturbador que pode ser a pessoa a ajudá-lo a parar com essa dor auto-induzida.
Nota: Pode conter situações perturbadoras.
P.S: As notas são do aino, não minhas kkkkkkk
Sakaguchi, nosso "amado uke" mais conhecido como Chiaki, é um garoto do terceiro ano do médio que em poucas palavras, é abusado frequentemente pelo padrasto.
Tanto que ele conhece o seme em uma dessas:



E ele se faz de vítima? Pede socorro? Não, ele só solta essa pro seme:





Eu achei que ia ter um senhor drama, ou qualquer coisa do tipo, mas assim como o fato de estar sendo abusado o uke não se importava com isso. Pois ao longo da história, e dos motivos que não cabe eu tirar o suspense aqui, vemos que ele tem seus motivos para "aceitar" tudo isso, e também vemos aos poucos o seme ajudando ele a superar.
O querido Chiaki tem um quadro depressivo óbvio quando lemos a história, mas acho que as cenas que mais marcam as coisas, são quando ele se corta na história:











O senhor seme, que surpreendemente tem nome kkk se chama Eiji Yukimura, é o que podemos definir como "esquisitão da escola", aquele maninho que é gato, mas você nunca vai sentar do lado dele, pq de boas ele dá medo.
Acho que o que mais gostei dele, foi o apoio silencioso ao uke no começo? Não sei como colocar em palavras isso, mas ele não tratou o uke como um "coitado" em nenhum momento, nunca ficou "seu retardado", e eu sei mt bem como isso faz diferença na hora H.
A história do senhor seme, msm que seja uma spoiler zone, eu vou pedir que sejam pacientes e me deixem guardar ela, sei lá acho que a forma que a mangaka contou sobre os pais do Eiji foi tão genialmente macabro, que eu até hoje defino essa como uma das minhas cenas favoritas.
Então, só lendo pra ver ela...


Mas voltando ao mangá kkk o desenvolvimento do casal, é bem fofo. No começo o Eiji não tinha coragem de tirar a blusa quando transavam, mas aos poucos ele foi se soltando e quando conseguiu o Chiaki foi super receptivo.
As coisas evoluem bem no mangá, eu realmente não quero contar a história toda dele, para não tirar as emoções que eu sempre sinto quando leio, mas acho que minhas palavras seriam resumidas no final dessa resenha meio confusa, por uma cena, que até hoje fica gravada no meu peito, toda vez que penso sobre esse mangá:







Eu queria soltar para vocês a cena completa, mas o livejournal decidiu não permitir, então peguem o resumo da minha cena favorita. Mesmo com a necessidade do Chiaki por dor, para se "sentir bem", o Eiji nunca o feriu realmente e quando o uke tem esse surto, ele é tão gentil que ambos ficam envergonhados mas ainda assim amenizam o clima.
E é isso ai pessoal, eu queria falar mais, mas sem o espaço do livejournal isso fica complicado. Então vamos as considerações finais dessa primeira resenha meio improvisada:
Que nota eu dou para o mangá?
4 pela arte (realmente não gosto nem um pouco dela, mas é melhor que o idolatrado Leopard da Maria). Maria: Mako, vou te matar! Leopard é divo sim!
10 pela história em si, os detalhes dos "problemas" que cada um deles carregava e tudo mais. Eu passei pela depressão e sei que ela chegou bem perto do que sentimos em todas essas horas.
8,9 pelo "final" das coisas. Eu esperava realmente uma resolução maior, mas assim como Michiru isso me decepcionou um pouco. Porém considerando o foco no casal, os rumos que eles tomaram, me sinto mais 'confortável' sobre esse final, por isso a nota.
Onde vocês encontram esse mangá?
Nos queridinhos do Aino scans é claro: Clique aqui pra ir pra lá
E é isso pessoal, ficamos por aqui. Essa foi a primeira resenha da máfia BL, e espero que tenham gostado.
Beijooos